Eram tantos sonhos perdidos. Sentada em um velho sofá rasgado, consumido como ela pelo tempo, ela não era capaz de dizer onde errou. Em qual parte de sua vida pegou um caminho errado que a conduzira até ali. E o pior de tudo: não sabia como voltar. Muito menos pra onde voltar. Nenhum lugar parecia seu. Não se sentia confortável em nenhum ambiente. Um coração vazio. Era um ser infeliz. Essa era a verdade, e era duro encarar isso.
O erro foi crescer. Mas o que podia ter feito? Lutar contra o tempo é o mesmo que lutar contra moinhos de vento.
Era tão doce sua infância. Tão bom acreditar de verdade nas pessoas, nos sonhos, nas ilusões.
Ela se lembra certinho do primeiro dia do começo do fim do seu conto-de-fadas: percebeu que seus pais não eram heróis e sim pessoas comuns, que assim como ela, tinham seus defeitos e faziam algumas coisas erradas de vez em quando. Nesse dia ela se escondeu embaixo das cobertas e desejou morrer. Mas ela não morreu. E a vida continuou.
E como se fosse uma fila de dominós despencando, sua vida estava fora de seu controle. Seu mundo desabava a cada dia. A cada momento. Como se fosse água escorrendo entre seus dedos. Ela não conseguia segurar nada ela simplesmente sentava e via o mundo desabar sobre sua cabeça. E quando parecia que tudo já estava arruinado acontecia mais alguma coisa de ruim. Mais uma decepção,mais um sonho arruinado, mais um desfecho inesperado.
Olhando-se no espelho não se reconhecia. Da onde tantas rugas surgiram de repente? Onde ficou sua juventude?
Lembrava-se como se fosse ontem do seu primeiro namorado, das juras eternas de amor trocadas e logo quebradas. Dos amigos que ficaram pra trás. Das festas que nunca foi por não ter roupa ou coragem de ser feliz.
Olhava as lacunas de tempo em branco nos seus dias. Por que não os aproveitou para viver intensamente? Já que a morte é certa, por que não correr o risco de desfrutar tudo que se pode sem medo?
Por que não aceitou o convite pra sair? Por que teve medo de se molhar na chuva? Por que perdeu tantas horas na frente da TV, mas nunca mais lera um livro?
Olhou pro sofá rasgado e percebeu que os furos não eram definitivos. Talvez não seja possível encontrar o mesmo tecido, mas remendos são melhores que rasgos.
Decidiu conduzir a linha da sua vida. Era hora de consertar os buracos.
Não era tarde pra viver.
O erro foi crescer. Mas o que podia ter feito? Lutar contra o tempo é o mesmo que lutar contra moinhos de vento.
Era tão doce sua infância. Tão bom acreditar de verdade nas pessoas, nos sonhos, nas ilusões.
Ela se lembra certinho do primeiro dia do começo do fim do seu conto-de-fadas: percebeu que seus pais não eram heróis e sim pessoas comuns, que assim como ela, tinham seus defeitos e faziam algumas coisas erradas de vez em quando. Nesse dia ela se escondeu embaixo das cobertas e desejou morrer. Mas ela não morreu. E a vida continuou.
E como se fosse uma fila de dominós despencando, sua vida estava fora de seu controle. Seu mundo desabava a cada dia. A cada momento. Como se fosse água escorrendo entre seus dedos. Ela não conseguia segurar nada ela simplesmente sentava e via o mundo desabar sobre sua cabeça. E quando parecia que tudo já estava arruinado acontecia mais alguma coisa de ruim. Mais uma decepção,mais um sonho arruinado, mais um desfecho inesperado.
Olhando-se no espelho não se reconhecia. Da onde tantas rugas surgiram de repente? Onde ficou sua juventude?
Lembrava-se como se fosse ontem do seu primeiro namorado, das juras eternas de amor trocadas e logo quebradas. Dos amigos que ficaram pra trás. Das festas que nunca foi por não ter roupa ou coragem de ser feliz.
Olhava as lacunas de tempo em branco nos seus dias. Por que não os aproveitou para viver intensamente? Já que a morte é certa, por que não correr o risco de desfrutar tudo que se pode sem medo?
Por que não aceitou o convite pra sair? Por que teve medo de se molhar na chuva? Por que perdeu tantas horas na frente da TV, mas nunca mais lera um livro?
Olhou pro sofá rasgado e percebeu que os furos não eram definitivos. Talvez não seja possível encontrar o mesmo tecido, mas remendos são melhores que rasgos.
Decidiu conduzir a linha da sua vida. Era hora de consertar os buracos.
Não era tarde pra viver.


4 Comments:
seus sentimentos em cada palavra
sempre doce
beijo
Oi =P,
Desculpa o seu fan chato responder o seu blog bem atrasado, mas ele está muito ocupado trabalhando, faculdade está uma loucura, mal tem tempo para si. Mas vamos ao comentario
Bom, acho que viver a vida intensamente sempre é uma boa escolha, fazer amigos pelo tempo e relembrar eles, e optar por escolher viver, aceitar as oportunidades mesmo que elas parecam dificeis de serem aceitas, porque querendo ou nao nos tentamos pegar as oportunidades da vida e o fator de tentar e muito melhor do que ver o tempo passar e pensar e se eu tivesse feito aquilo ou aquilo. Bom a ídeia e sempre insistir, tentar e melhorar, assim a vida segue =P.
Aaaa, meio off-topic acho que nunca te agredeci por ter me feito parar de assistir televisao =P, de forma indireta vc me auxilio muito, agora sou viciado por livros =P.
Bjuss =* buca, espero que esteja tudo certo com sua vida nesta nova fase =P
( não preciso nem comentar que pago pau para os seus textos )
Nunca, nunca é tarde.
Precisando de ajuda pra consertar buracos e remendar rasgos,
é só chamar.
=*
. s2 .
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